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O compromisso com as dívidas


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Como eu falei no post anterior, acabei me decepcionando bastante com as pessoas que procuram a consultoria financeira. Existe uma falta de compromisso crônica na qual as pessoas parecem querer uma solução de mão beijada e quando parece que vai ter um mínimo de trabalho simplesmente desistem.

Infelizmente este é um traço de caráter comum entre as pessoas que se endividam: falta de compromisso. Falta compromisso com as  dívidas já feitas e com o próprio futuro financeiro do indivíduo ou do casal. Pois as pessoas sabem o quanto ganham, sabem o quanto podem gastar e o quanto já gastaram, mas quando chega a hora do “vamos ver” sempre acabam arrumando uma desculpa para gastar mais do que devia.

Gente, precisamos ser sensatos. Não dá para usar cartão de crédito como se fosse conta corrente. Não dá pra usar limite como se fosse o “zero” da conta também. E essas são práticas que eu vejo diariamente nos e-mails que respondo. Se você fez uma compra grande, espera terminar de pagar antes de fazer outra. Puxa vida, nessas horas parece que ninguém teve infância e que nunca dá para esperar a situação melhorar antes de fazer mais uma compra.

Lembre-se: gastar o dinheiro corretamente é um compromisso com a qualidade de vida sua e de sua família. Sem este compromisso o buraco não tem fim.

Sobre a Consultoria Financeira para Endividados


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No post anterior eu falei sobre a disponibilidade de uma consultoria financeira para endividados que pode ser executada gratuitamente. Várias pessoas já me procuraram a respeito desta consultoria, porém fiquei um pouco desapontado com o comportamento de algumas destas que eu aceitei fazer o serviço porque parece que não estão levando a consultoria a sério. Houve uma taxa de abandono muito grande, principalmente quando eu toquei em alguns pontos chave, os quais falarei mais adiante.

Antes de continuar o puxão de orelha gostaria de explicar o seguinte: não existe milagre!!! Escutamos na televisão o tempo todo os noticiários falarem: “governo quer cortar gastos com lalala”, “governo quer aumentar impostos para tralalala”… quando vocês escutam isto estão na verdade ouvindo o cerne do gerenciamento financeiro. Não tem outro caminho, para manter o equilibrio financeiro só existem duas possibilidades: 1) aumentar a renda ou, 2) diminuir os gastos.

Muitas das pessoas me procuram achando que existe uma solução mágica onde o dinheiro vai começar a brotar da terra. O fato é que não tem. O que eu consigo fazer pelas pessoas é orientar no seguinte aspecto: “vejo que você está gastando tanto em tal coisa, não acha que dá para reduzir?” ou então, a pessoa que me procura está desempregada, e o marido ou esposa está bancando, aí eu pergunto: “será que não seria possível você arrumar uma fonte de renda?”

E neste ponto eu imagino que deve passar pela cabeça das pessoas menos comprometidas com a situação financeira: “O que? quer dizer que eu vou ter que trabalhar? Nem pensar!” ou ainda “Vou ter que comprar xxxx mais barato? Jamais! Eu só uso a marca yyyy!”

E é neste ponto que o orgulho das pessoas interfere no trabalho do consultor. Se você quer melhorar de vida mesmo, você vai ter que aceitar que neste momento você vai ter que piorar de vida. Isso mesmo, piorar. Por que piorar? Porque você só está endividado porque resolveu viver com o padrão de vida errado para você, gastou mais do que devia, o que muitas vezes tem a consequencia de te jogar para baixo do patamar que você deveria viver, e continua baixando até a falência pessoal se não colocar a situação no controle.

Quem você realmente acha que deveria ter em casa uma TV de LCD, por exemplo? Quem tem um salário de R$ 1.000, R$ 2.000,00 ou R$ 3.000,00? Considerando que em média uma destas TVs custa R$ 1800,00, apenas quem tem um salário de R$ 3.000,00 tem verdadeiramente o poder aquisitivo para comprá-la, e ainda assim se comprar a vista fica com menos da metade do salário para passar o mês. De fato, se o produto que você quer custa mais que o seu salário, com exceção de uma casa ou um carro, provavelmente você está mirando muito alto para a sua classe. O que podemos fazer, efetivamente, é tentar comprar um destes itens por ano (em 12x) para não comprometer o salário totalmente. No exemplo da TV, até seria possível quem ganha um salário de R$ 1000,00 comprar em 12x de R$ 150,00 esta TV, porém teria que parar por aí, mas não é assim que a maioria das pessoas fazem.

Portanto, se você acumula tantas parcelas quanto cabem no seu salário, certamente está vivendo como não deveria, e uma hora pagará o preço por isso. O sistema financeiro não perdoa.

Consultoria Financeira Gratuita para Endividados

Recentemente tenho publicado alguns artigos a respeito do sistema financeiro e do meu desgosto em como anda o capitalismo. Na verdade este sentimento não é de hoje e foi o próprio motivo da criação deste website. Meu objetivo sempre foi democratizar o conhecimento sobre o sistema capitalista e como sobreviver neste meio, construindo um plano de vida para podermos desfrutar de todas as vantagens que este sistema oferece.

Claro que como todo ser humano eu preciso de uma fonte de subsistência e o site até agora também tem servido para este propósito. No entanto, percebo que, por mais que eu tentasse cobrar um preço barato para a consultoria financeira para pessoas endividadas, eu tive uma adesão de zero pessoas ao serviço, ou seja, por mais suave que pareça, realmente não é possível cobrar um valor por este tipo de serviço, até mesmo pela nossa própria cultura.

Procurando manter-me fiel ao princípio que me motivou a criação deste site, decidi tomar um passo inédito e começar a oferecer o serviço de consultoria gratuitamente para as pessoas que precisam. Isso mesmo, totalmente grátis!

Este passo faz parte do meu projeto de popularizar o conhecimento financeiro para as massas, de forma que as pessoas das classes menos favorecidas possam também desfrutar das vantagens deste sistema, e não apenas os ricos.

Para ser apto a participar do programa de consultoria financeira gratuita para endividados, a pessoa deve enviar para mim por e-mail os detalhes da sua situação financeira atual para análise. Eu usarei critérios bastante particulares para escolher as pessoas que participarão do projeto, os quais eu não vou divulgar, porém fiquem tranquilos que estarei priorizando os mais necessitados. Em termos de tempo também peço um pouco de paciência na resposta de suas analises, pois como estarei fazendo um serviço gratuíto também não posso dispender o tempo que eu uso para uma consultoria paga.

Ressalto que esta consultoria gratuíta é exclusiva para resolução de dívidas, no caso de pessoas querendo iniciar um plano de investimentos ou qualquer outra modalidade, o valor será cobrado normalmente.

Opcionalmente, estarei disponibilizando um mecanismo de doações, como uma forma de remuneração voluntária pelo serviço. Ou seja, aquela pessoa que se sentir satisfeita e beneficiada poderá doar a qualquer momento e qualquer quantia para contribuir com a continuidade do programa. Mas mais uma vez, esta contribuição não é necessária para ser contemplado com o serviço (e também quem quiser doar independente de usufruir do serviço fique a vontade).

Capitalismo: uma história de amor

Eu não sei se este filme já chegou oficialmente no Brasil, mas “Capitalismo: uma história de amor” (do inglês Capitalism: a love story) é um documentário do diretor Michael Moore que retrata algumas facetas bastante particulares do sistema capitalista norte-americano, com ênfase nos acontecimentos dos últimos anos do governo Bush e a crise do subprime.

Este filme me chamou a atenção para um problema muito sério que ocorre no mundo inteiro, e não poderia ser diferente no Brasil, que é a exploração do ser humano para obtenção de lucro. Pode parecer estranho falar sobre um assunto polêmico como este num site de finanças pessoais, porém vejo uma grande oportunidade para ajudar na educação financeira dos meus clientes e visitantes com esta perspectiva que vou lhes apresentar nos parágrafos a seguir.

Primeiro, gostaria de esclarecer que eu sou um capitalista assumido, tanto acredito no sistema financeiro que passo a investir boa parte do meu tempo estudando-o com o objetivo de compreendê-lo cada vez mais. E quanto mais eu estudo mais eu me sinto maravilhado com as definições e conceitos teóricos sobre como tudo deveria funcionar, mas por outro lado, me sinto mais e mais decepcionado sobre como as coisas de fato funcionam.

O que acontece é que as pessoas que tem mais conhecimento dos mecanismos do sistema tiram proveito deste conhecimento oferecendo produtos com o mínimo de informação possível para pessoas leigas, com o objetivo puro e simples de tirar proveito. Os empréstimos mais lucrativos são concedidos a pessoas pobres, enquanto pessoas ricas e grandes corporações pagam as menores taxas. E infelizmente, o desequilíbrio do conhecimento tende a aumentar, visto que os que sabem mais enriquecem e proporcionam as melhores condições de estudos para seus filhos, mantendo a situação por sucessivas gerações.

Sem entrar muito neste assunto, que daria vários artigos a respeito, lembro que meu objetivo como consultor financeiro é justamente corrigir este desequilibrio de conhecimento para os meus clientes, de forma que, se eles não tem a mão os melhores produtos disponíveis para aplicar, que pelo menos façam o melhor uso daqueles que estão a mão.

Eu gosto do sistema capitalista pelo fato deste sistema permitir um alto grau de liberdade para os seus individuos, e também assumo que o fato deste sistema oferecer oportunidades para o enriquecimento financeiro é uma idéia que me apela profundamente. No entanto, tenho plena consciência de que este apelo é motivado principalmente pela ganância inerente do ser humano. Às vezes é difícil de admitir, mas a maioria de nós, se não todos, somos gananciosos.

O sistema capitalista de fato oferece estas oportunidades, mas os mecanismos pelos quais elas se tornam acessíveis permanecem ocultos da população em geral. O que existe é um grande desconhecimento, falha enorme no nosso sistema de ensino, sobre como gerenciar o dinheiro a um nível doméstico e pessoal. Nós somos imersos num sistema capitalista desde o momento que nascemos, porém nunca nos foi passado um livro de regras explicando exatamente como funciona. Acabamos por auto-didatas neste sistema, fundamentando nosso conhecimento principalmente no empirismo, o que por vez causa muitos problemas no gerenciamento financeiro pessoal. Salvo algumas pessoas que buscam o caminho do aprendizado do sistema, como foi o meu caso, a grande maioria esta fadada a cometer um erro financeiro a qualquer momento, não por falta de inteligência, mas sim por causa do desconhecimento dos mecanismos de funcionamento do sistema.

Fazendo uma analogia, é como se nos dessem uma máquina de Raio-X de presente sem manual de instruções, apenas com algumas dicas de como operá-la. Entre estas dicas a pessoa fala para você que a nitidez da chapa do raio-X é proporcional a quantidade de raios que você calibrar na máquina. Maravilhados pela tecnologia fazemos milhares de chapas de nós e nossos amigos, às vezes por pura diversão, com a maior carga de raios possível para obter a imagem mais nítida. E nos orgulhamos que o nosso exame é melhor que o de muitos médicos por aí. Porém, como não conhecemos como configurar corretamente a máquina, estamos colocando uma carga de raios que é sabidamente cancerígena no meio técnico, mas como leigos não temos como saber. Finalmente, a consequencia destes atos sem embasamento técnico se manifestam depois de alguns anos: o câncer, por efeito cumulativo da radiação.

No sistema financeiro, o equivalente a esta hipotética máquina de raios-X é o sistema de crédito e empréstimos ao consumidor. Iludidos pelas aparentes vantagens (e sem embasamento técnico para orientar a decisão), as pessoas contratam tantos empréstimos quanto podem pegar, pelos maiores prazos possíveis e pelo único critério que conhecem: o preço da parcela. É como se esta parcela fosse a nitidez da chapa de raio-X, é o efeito visível e palpável. O efeito indireto (no RX: câncer devido a incidência cumulativa de raios) é a dívida que cresce sutilmente, quase desapercebida, culminando apenas anos no futuro quando a pessoa efetivamente quebra. Conheci pessoas que pagavam cerca de R$ 2.000,00 por mês apenas de JUROS, ou seja, para manter a dívida no patamar atual, sem amortizar o débito.

Este câncer do sistema financeiro, se é ruim para a população, por outro lado é ótimo para os administradores e gestores dos bancos, que multiplicam inúmeras vezes o seu capital vendendo produtos fundamentados no desconhecimento. Uma pessoa informada, por exemplo, jamais compraria um título de capitalização, que só paga correção monetária. Mas os gestores agregam a este produto um sorteio e fazem o maior sucesso, pois o cliente desinformado acaba vencido pelo apelo comercial, da propaganda com o ator sorridente curtindo uma bela vista para o mar porque acaba de ganhar no “qualquer-coisa-cap”. Isso sem falar que para sacar este dinheiro antes do prazo é aplicado ainda um redutor no seu valor!

Se você gosta de sorteios, aplique seu dinheiro de verdade no Tesouro Direto, e reserve R$ 1,50 por semana para apostar na Mega Sena. Além do prêmio ser muito mais significativo se você realmente ganhar, pode ficar tranquilo que não ganhando pelo menos seu dinheiro aplicado está aumentando de valor.

Concluo dizendo que o problema deste país está no desconhecimento da população sobre o assunto sistema financeiro. Quando se trata de finanças, nossa educação é extremamente falha, e o pior, de propósito. Eu gosto do sistema capitalista, porém é triste ver este tipo de exploração acontecendo todos os dias. Existe espaço sim para que as pessoas ganhem dinheiro sem precisar pisar em cima umas das outras, mas só vamos conseguir isso quando a educação financeira sair das universidades e passar a integrar o nosso dia a dia, desde a primeira série do fundamental. Não dá para viver com consciência num mundo onde não conhecemos as regras.

Caso ainda não conheçam, eu recomendo Capitalismo: uma história de amor de Michael Moore, um ótimo filme para despertar a reflexão sobre o mundo em que vivemos.

A importância do planejamento financeiro

Estou certo de que muitos de vocês já ouviram falar de planejamento financeiro, mas geralmente existe uma grande distância entre o conhecimento do assunto e a sua aplicação efetiva. Hoje vamos falar sobre como o planejamento financeiro pode alterar o rumo de nossas vidas. O planejamento financeiro consiste basicamente num mecanismo de troca de recompensas. Vou explicar primeiro o que é uma recompensa para depois explicar o que é a troca:

Uma recompensa é tudo aquilo que compramos com nosso dinheiro para obter alguma satisfação pessoal. Falo recompensa e não “presente”, ou qualquer outro termo, porque em recompensa está implícito que houve um sacrifício para obtê-la. No sistema capitalista o processo de obter dinheiro, para a grande maioria das pessoas, envolve uma grande quantidade de sacrifício e, portanto, é um fato gerador de estresse para as pessoas. As recompensas são formas de aliviar este estresse e, de certa forma, são o objetivo do nosso trabalho.

Em outras palavras, trabalhamos porque queremos comprar coisas. O trabalho é estressante, mas quando sabemos que este trabalho vai nos permitir saciar um determinado desejo, nos contentamos (até um certo ponto) com a finalidade de realizar aquele desejo. Então o sistema capitalista depende exclusivamente da disponibilidade de objetos de desejo para as pessoas, para motivá-las a trabalhar e pagar pelos produtos. E é através deste trabalho que se criam os mais variados produtos. Existe ainda um tipo de trabalho que não serve para gerar produtos, mas sim de gerar desejo pelos produtos: o marketing. Trata-se portanto de um ciclo vicioso, cujo objetivo final é manter as pessoas focadas em objetivos concretos materiais.

É responsabilidade do marketing também criar desejos de curto prazo nas pessoas, forçando-as a girar o dinheiro mais rápido na economia, usando estratégias que tiram o poder de pensamento da pessoa induzindo-a a agir por impulso. Um destes esquemas pode ser exemplificado pela moda: ou você compra determinada roupa naquele momento, ou depois já será tarde demais, pois a moda vai trocar de estação e “o azul será o novo roxo”. Mas moda não é exclusividade de roupas: funciona para computadores, video games, veículos e até mesmo casas e apartamentos. Temos já tivemos a moda dos carros conversíveis, do Land Hoover e agora dos carros minis.

A moda garante que a recompensa por determinado produto seja vinculada a um exato momento no tempo. Em 1990 quem comprasse um Mega Drive era “a bola da vez”, hoje este video game só se encontra nas casas mais simples, ou quando muito nas mãos de um colecionador. Se você fosse uma criança ou jovem em 1990, que resolvesse adiar a recompensa para comprá-lo apenas em 2000, com certeza pagaria muito mais barato, mas teria perdido todas as vantagens de socialização que este produto permitia na época, ou seja, teria perdido grande parte do valor da recompensa.

O sistema nos pressiona a querer as recompensas na hora, pois ele mesmo se encarrega de que no futuro aquele mesmo produto perca o seu valor. E aí que reside o grande problema do planejamento financeiro: como convencer as pessoas a adiar o seu prazer?

Aliás, muitas pessoas são capazes de conversar por horas a respeito de planejamento financeiro, mas no instante seguinte em que a conversa acaba, passam pela frente de uma loja onde na vitrine está exposto um artigo de desejo e repentinamente tudo o que foi conversado simplesmente evapora em troca do simples argumento “É só R$ x,xx, isso não vai fazer diferença”.

O fato é: planejamento financeiro consiste, principalmente, em abrir mão dos desejos mais imediatos em prol de um bem maior, uma recompensa maior. Portanto, o primeiro passo para um planejamento financeiro de sucesso é a definição de uma escala de custos: pode ser do mais caro para o mais barato ou vice-versa, o que importa é saber quanto dinheiro é gasto para realizar cada sonho.

Em seguida, partimos para o cálculo do custo benefício de cada uma destas recompensas, de forma a estabelecer prioridades. Estas prioridades deverão definir a nossa conduta com relação a compra de determinados produtos e também a reserva de dinheiro para produtos mais caros. É necessário estabelecer um equilíbrio entre os prazos de modo que não haja um espaço muito grande entre uma recompensa e outra, o que é um fato gerador de estresse, mas também que o espaço seja tal que permita uma acumulação de recursos para a compra de recompensas maiores no futuro.

Fica mais fácil se trabalharmos com exemplos. Imagine que você gaste R$ 500,00 mensais com produtos de baixo custo para satisfazer suas necessidades pessoais. Mas você sonha com uma TV de última geração que custa R$ 10.000,00. Mesmo que você parcele em 12x sem juros, será um gasto de aproximadamente R$ 833,00 todo mês durante o próximo ano, mais de R$ 300,00 (60%) acima do gasto usual. Ou seja, mesmo que você tenha o crédito para comprá-la, estará se endividando muito mais do que está preparado, e portanto muito provavelmente irá ter que pagar mais caro do que o esperado por este produto. Agora, caso você reduza os seus gastos mensais para digamos R$ 200,00 e economize R$ 300,00 por mês com a finalidade de comprar esta TV, daqui a 2 anos você terá acumulado mais de R$ 8.000,00 o que permite a compra de modo confortável (pois em 2 anos a TV certamente terá baixado de preço).

Outra vantagem de economizar é que estamos falando em aplicar este dinheiro para render juros, ao contrário de apenas guardá-lo debaixo do colchão. Nestes 2 anos você terá depositado R$ 7.200,00 em um investimento, para sacar R$ 8.000,00 – mais de 2 meses adicionais de dinheiro que apareceram apenas pelo fato de deixar o dinheiro aplicado.

Enfim, o planejamento financeiro se torna muito mais fácil quando sabemos porque estamos economizando. Além disso, encontrar o ponto de equilibrio entre curto e longo prazo é o passo fundamental para criar um planejamento sustentável. O que devemos evitar é cair nas armadilhas do marketing e nos tornarmos devoradores de produtos novos: isto só faz bem para as operadoras de cartão de crédito.

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