Submarino.com.br

 Powered by Max Banner Ads 

O que o consultor financeiro pode fazer por você?

Já faz algum tempo que não posto um artigo novo, porém O Consultor Financeiro está longe de estar morto ou desativado. Nos bastidores do site respondo diariamente vários e-mails e comentários dos posts de pessoas que procuram algum tipo de auxilio na administração de suas contas pessoais.

Infelizmente, o serviço ainda não atingiu o grau de maturidade que eu gostaria e por este algumas pessoas podem se sentir prejudicadas pelo tempo de espera na fila por sua resposta. Perguntas mais simples geralmente eu consigo processar mais rapidamente, já os casos mais complexos chegam a levar até 1 mês para que eu possa responder, o que certamente é desmotivador para o usuário.

Porém, do meu lado, eu fico desmotivado quando vejo que meu esforço não está sendo bem utilizado. Para vocês terem uma idéia, eu gasto em média 1 a 2 horas analisando cada caso, sendo que alguns levo muito mais tempo se forem casos complexos, o que se fosse uma consultoria paga valeria em torno de R$ 100 a R$ 300 reais. O que acontece é que eu muitas vezes vejo este esforço inicial ser perdido porque não obtenho mais resposta da pessoa e nunca vou descobrir se a situação da pessoa melhorou ou piorou.

Na maioria das vezes a primeira resposta acaba sendo vaga e nunca é suficiente para resolver o problema. Isto é normal, pois estamos apenas nos conhecendo e acostumando a trabalhar em conjunto. O trabalho de consultoria só tem sucesso quando é feito no longo prazo, e a interação do usuário com o consultor toma um caráter muito semelhante ao da amizade. Ou seja, você vai ao consultor para pedir um conselho o qual você realmente pretende seguir, não espera que ele apenas lhe diga umas palavras para reconfortá-lo e depois você vai continuar insistindo nos mesmos erros.

As vezes a consultoria é uma grande paulada na cabeça. Ouvir a verdade dói, especialmente quando a verdade diz: “você está assim porque cometeu um erro”. Ninguém gosta de cometer erros, isto é fato. Mas se você está numa situação financeira ruim é muito provável que tenha cometido pelo menos um, geralmente vários. Isto também não significa que você tenha culpa.

Culpa é um sentimento inútil, que não trás beneficio nenhum para a sua vida financeira. Vamos esquecer esta parte e se concentrar nos erros. Os erros de gerenciamento financeiro cometemos por inúmeros motivos: fraqueza psicológica, azar, força maior, má influência, marketing, pressão social, enfim, inúmeros fatores que dariam um livro sobre cada um deles. O erro quase sempre decorre de uma dessas eventualidades que não somos treinados para enfrentar.  A culpa é justamente o erro que cometemos sem saber, ao contrário do dolo que é o erro intencional (me corrijam os juristas se falei alguma besteira). Portanto o sentimento de culpa é algo totalmente dispensável se tivermos uma capacidade essencial que é a de reconhecer o erro por trás daquela culpa e tratar de corrigí-lo o quanto antes.

O erro financeiro é exatamente o ponto base para o trabalho do consultor. Nós trabalhamos junto com o cliente para descobrir o que ele está fazendo de errado e corrigir este comportamento para nunca mais caia na mesma armadilha. Não basta dizer para o cliente: contate o gerente do banco, peça um empréstimo X e você vai se ver livre da dívida em N meses. Isso não funciona!

Dê N/2 meses para esta pessoa e ela vai ter uma dívida 4 vezes maior, porque agora está “sobrando” dinheiro. Isto é o que acontece se não trabalharmos a causa base, e neste momento o trabalho de consultor se confunde muito com o trabalho de um psicólogo. E não é raro as situações que precisamos do apoio destes profissionais.

Enfim, respondendo a pergunta base que originou este tópido: “O que o consultor financeiro pode fazer por você?”. Ele pode te orientar a corrigir padrões de comportamento que estão minando a sua saúde financeira, através de um trabalho continuado e em alguns casos multiprofissional, para que com o tempo você possa crescer como individuo e possuir um patrimônio digno de seu mérito quando se aposentar, ou mesmo antes disto!

Capitalismo: uma história de amor

Eu não sei se este filme já chegou oficialmente no Brasil, mas “Capitalismo: uma história de amor” (do inglês Capitalism: a love story) é um documentário do diretor Michael Moore que retrata algumas facetas bastante particulares do sistema capitalista norte-americano, com ênfase nos acontecimentos dos últimos anos do governo Bush e a crise do subprime.

Este filme me chamou a atenção para um problema muito sério que ocorre no mundo inteiro, e não poderia ser diferente no Brasil, que é a exploração do ser humano para obtenção de lucro. Pode parecer estranho falar sobre um assunto polêmico como este num site de finanças pessoais, porém vejo uma grande oportunidade para ajudar na educação financeira dos meus clientes e visitantes com esta perspectiva que vou lhes apresentar nos parágrafos a seguir.

Primeiro, gostaria de esclarecer que eu sou um capitalista assumido, tanto acredito no sistema financeiro que passo a investir boa parte do meu tempo estudando-o com o objetivo de compreendê-lo cada vez mais. E quanto mais eu estudo mais eu me sinto maravilhado com as definições e conceitos teóricos sobre como tudo deveria funcionar, mas por outro lado, me sinto mais e mais decepcionado sobre como as coisas de fato funcionam.

O que acontece é que as pessoas que tem mais conhecimento dos mecanismos do sistema tiram proveito deste conhecimento oferecendo produtos com o mínimo de informação possível para pessoas leigas, com o objetivo puro e simples de tirar proveito. Os empréstimos mais lucrativos são concedidos a pessoas pobres, enquanto pessoas ricas e grandes corporações pagam as menores taxas. E infelizmente, o desequilíbrio do conhecimento tende a aumentar, visto que os que sabem mais enriquecem e proporcionam as melhores condições de estudos para seus filhos, mantendo a situação por sucessivas gerações.

Sem entrar muito neste assunto, que daria vários artigos a respeito, lembro que meu objetivo como consultor financeiro é justamente corrigir este desequilibrio de conhecimento para os meus clientes, de forma que, se eles não tem a mão os melhores produtos disponíveis para aplicar, que pelo menos façam o melhor uso daqueles que estão a mão.

Eu gosto do sistema capitalista pelo fato deste sistema permitir um alto grau de liberdade para os seus individuos, e também assumo que o fato deste sistema oferecer oportunidades para o enriquecimento financeiro é uma idéia que me apela profundamente. No entanto, tenho plena consciência de que este apelo é motivado principalmente pela ganância inerente do ser humano. Às vezes é difícil de admitir, mas a maioria de nós, se não todos, somos gananciosos.

O sistema capitalista de fato oferece estas oportunidades, mas os mecanismos pelos quais elas se tornam acessíveis permanecem ocultos da população em geral. O que existe é um grande desconhecimento, falha enorme no nosso sistema de ensino, sobre como gerenciar o dinheiro a um nível doméstico e pessoal. Nós somos imersos num sistema capitalista desde o momento que nascemos, porém nunca nos foi passado um livro de regras explicando exatamente como funciona. Acabamos por auto-didatas neste sistema, fundamentando nosso conhecimento principalmente no empirismo, o que por vez causa muitos problemas no gerenciamento financeiro pessoal. Salvo algumas pessoas que buscam o caminho do aprendizado do sistema, como foi o meu caso, a grande maioria esta fadada a cometer um erro financeiro a qualquer momento, não por falta de inteligência, mas sim por causa do desconhecimento dos mecanismos de funcionamento do sistema.

Fazendo uma analogia, é como se nos dessem uma máquina de Raio-X de presente sem manual de instruções, apenas com algumas dicas de como operá-la. Entre estas dicas a pessoa fala para você que a nitidez da chapa do raio-X é proporcional a quantidade de raios que você calibrar na máquina. Maravilhados pela tecnologia fazemos milhares de chapas de nós e nossos amigos, às vezes por pura diversão, com a maior carga de raios possível para obter a imagem mais nítida. E nos orgulhamos que o nosso exame é melhor que o de muitos médicos por aí. Porém, como não conhecemos como configurar corretamente a máquina, estamos colocando uma carga de raios que é sabidamente cancerígena no meio técnico, mas como leigos não temos como saber. Finalmente, a consequencia destes atos sem embasamento técnico se manifestam depois de alguns anos: o câncer, por efeito cumulativo da radiação.

No sistema financeiro, o equivalente a esta hipotética máquina de raios-X é o sistema de crédito e empréstimos ao consumidor. Iludidos pelas aparentes vantagens (e sem embasamento técnico para orientar a decisão), as pessoas contratam tantos empréstimos quanto podem pegar, pelos maiores prazos possíveis e pelo único critério que conhecem: o preço da parcela. É como se esta parcela fosse a nitidez da chapa de raio-X, é o efeito visível e palpável. O efeito indireto (no RX: câncer devido a incidência cumulativa de raios) é a dívida que cresce sutilmente, quase desapercebida, culminando apenas anos no futuro quando a pessoa efetivamente quebra. Conheci pessoas que pagavam cerca de R$ 2.000,00 por mês apenas de JUROS, ou seja, para manter a dívida no patamar atual, sem amortizar o débito.

Este câncer do sistema financeiro, se é ruim para a população, por outro lado é ótimo para os administradores e gestores dos bancos, que multiplicam inúmeras vezes o seu capital vendendo produtos fundamentados no desconhecimento. Uma pessoa informada, por exemplo, jamais compraria um título de capitalização, que só paga correção monetária. Mas os gestores agregam a este produto um sorteio e fazem o maior sucesso, pois o cliente desinformado acaba vencido pelo apelo comercial, da propaganda com o ator sorridente curtindo uma bela vista para o mar porque acaba de ganhar no “qualquer-coisa-cap”. Isso sem falar que para sacar este dinheiro antes do prazo é aplicado ainda um redutor no seu valor!

Se você gosta de sorteios, aplique seu dinheiro de verdade no Tesouro Direto, e reserve R$ 1,50 por semana para apostar na Mega Sena. Além do prêmio ser muito mais significativo se você realmente ganhar, pode ficar tranquilo que não ganhando pelo menos seu dinheiro aplicado está aumentando de valor.

Concluo dizendo que o problema deste país está no desconhecimento da população sobre o assunto sistema financeiro. Quando se trata de finanças, nossa educação é extremamente falha, e o pior, de propósito. Eu gosto do sistema capitalista, porém é triste ver este tipo de exploração acontecendo todos os dias. Existe espaço sim para que as pessoas ganhem dinheiro sem precisar pisar em cima umas das outras, mas só vamos conseguir isso quando a educação financeira sair das universidades e passar a integrar o nosso dia a dia, desde a primeira série do fundamental. Não dá para viver com consciência num mundo onde não conhecemos as regras.

Caso ainda não conheçam, eu recomendo Capitalismo: uma história de amor de Michael Moore, um ótimo filme para despertar a reflexão sobre o mundo em que vivemos.

A importância do planejamento financeiro

Estou certo de que muitos de vocês já ouviram falar de planejamento financeiro, mas geralmente existe uma grande distância entre o conhecimento do assunto e a sua aplicação efetiva. Hoje vamos falar sobre como o planejamento financeiro pode alterar o rumo de nossas vidas. O planejamento financeiro consiste basicamente num mecanismo de troca de recompensas. Vou explicar primeiro o que é uma recompensa para depois explicar o que é a troca:

Uma recompensa é tudo aquilo que compramos com nosso dinheiro para obter alguma satisfação pessoal. Falo recompensa e não “presente”, ou qualquer outro termo, porque em recompensa está implícito que houve um sacrifício para obtê-la. No sistema capitalista o processo de obter dinheiro, para a grande maioria das pessoas, envolve uma grande quantidade de sacrifício e, portanto, é um fato gerador de estresse para as pessoas. As recompensas são formas de aliviar este estresse e, de certa forma, são o objetivo do nosso trabalho.

Em outras palavras, trabalhamos porque queremos comprar coisas. O trabalho é estressante, mas quando sabemos que este trabalho vai nos permitir saciar um determinado desejo, nos contentamos (até um certo ponto) com a finalidade de realizar aquele desejo. Então o sistema capitalista depende exclusivamente da disponibilidade de objetos de desejo para as pessoas, para motivá-las a trabalhar e pagar pelos produtos. E é através deste trabalho que se criam os mais variados produtos. Existe ainda um tipo de trabalho que não serve para gerar produtos, mas sim de gerar desejo pelos produtos: o marketing. Trata-se portanto de um ciclo vicioso, cujo objetivo final é manter as pessoas focadas em objetivos concretos materiais.

É responsabilidade do marketing também criar desejos de curto prazo nas pessoas, forçando-as a girar o dinheiro mais rápido na economia, usando estratégias que tiram o poder de pensamento da pessoa induzindo-a a agir por impulso. Um destes esquemas pode ser exemplificado pela moda: ou você compra determinada roupa naquele momento, ou depois já será tarde demais, pois a moda vai trocar de estação e “o azul será o novo roxo”. Mas moda não é exclusividade de roupas: funciona para computadores, video games, veículos e até mesmo casas e apartamentos. Temos já tivemos a moda dos carros conversíveis, do Land Hoover e agora dos carros minis.

A moda garante que a recompensa por determinado produto seja vinculada a um exato momento no tempo. Em 1990 quem comprasse um Mega Drive era “a bola da vez”, hoje este video game só se encontra nas casas mais simples, ou quando muito nas mãos de um colecionador. Se você fosse uma criança ou jovem em 1990, que resolvesse adiar a recompensa para comprá-lo apenas em 2000, com certeza pagaria muito mais barato, mas teria perdido todas as vantagens de socialização que este produto permitia na época, ou seja, teria perdido grande parte do valor da recompensa.

O sistema nos pressiona a querer as recompensas na hora, pois ele mesmo se encarrega de que no futuro aquele mesmo produto perca o seu valor. E aí que reside o grande problema do planejamento financeiro: como convencer as pessoas a adiar o seu prazer?

Aliás, muitas pessoas são capazes de conversar por horas a respeito de planejamento financeiro, mas no instante seguinte em que a conversa acaba, passam pela frente de uma loja onde na vitrine está exposto um artigo de desejo e repentinamente tudo o que foi conversado simplesmente evapora em troca do simples argumento “É só R$ x,xx, isso não vai fazer diferença”.

O fato é: planejamento financeiro consiste, principalmente, em abrir mão dos desejos mais imediatos em prol de um bem maior, uma recompensa maior. Portanto, o primeiro passo para um planejamento financeiro de sucesso é a definição de uma escala de custos: pode ser do mais caro para o mais barato ou vice-versa, o que importa é saber quanto dinheiro é gasto para realizar cada sonho.

Em seguida, partimos para o cálculo do custo benefício de cada uma destas recompensas, de forma a estabelecer prioridades. Estas prioridades deverão definir a nossa conduta com relação a compra de determinados produtos e também a reserva de dinheiro para produtos mais caros. É necessário estabelecer um equilíbrio entre os prazos de modo que não haja um espaço muito grande entre uma recompensa e outra, o que é um fato gerador de estresse, mas também que o espaço seja tal que permita uma acumulação de recursos para a compra de recompensas maiores no futuro.

Fica mais fácil se trabalharmos com exemplos. Imagine que você gaste R$ 500,00 mensais com produtos de baixo custo para satisfazer suas necessidades pessoais. Mas você sonha com uma TV de última geração que custa R$ 10.000,00. Mesmo que você parcele em 12x sem juros, será um gasto de aproximadamente R$ 833,00 todo mês durante o próximo ano, mais de R$ 300,00 (60%) acima do gasto usual. Ou seja, mesmo que você tenha o crédito para comprá-la, estará se endividando muito mais do que está preparado, e portanto muito provavelmente irá ter que pagar mais caro do que o esperado por este produto. Agora, caso você reduza os seus gastos mensais para digamos R$ 200,00 e economize R$ 300,00 por mês com a finalidade de comprar esta TV, daqui a 2 anos você terá acumulado mais de R$ 8.000,00 o que permite a compra de modo confortável (pois em 2 anos a TV certamente terá baixado de preço).

Outra vantagem de economizar é que estamos falando em aplicar este dinheiro para render juros, ao contrário de apenas guardá-lo debaixo do colchão. Nestes 2 anos você terá depositado R$ 7.200,00 em um investimento, para sacar R$ 8.000,00 – mais de 2 meses adicionais de dinheiro que apareceram apenas pelo fato de deixar o dinheiro aplicado.

Enfim, o planejamento financeiro se torna muito mais fácil quando sabemos porque estamos economizando. Além disso, encontrar o ponto de equilibrio entre curto e longo prazo é o passo fundamental para criar um planejamento sustentável. O que devemos evitar é cair nas armadilhas do marketing e nos tornarmos devoradores de produtos novos: isto só faz bem para as operadoras de cartão de crédito.

A Bola de Neve em promoção no Submarino

Para os amantes de uma boa leitura, o livro A Bola de Neve, de Alice Schroeder, está em promoção no site Submarino. O livro que costuma custar R$ 49,90 está saindo apenas R$ 15,90. Para quem não conhece, A Bola de Neve é a biografia autorizada de Warren Buffet, o maior investidor de todos os tempos e atualmente o segundo homem mais rico do mundo, perdendo apenas para Bill Gates.

Abaixo, segue a sinopse do livro:

“A vida é como uma bola de neve. O importante é encontrar neve úmida e uma colina bem longa.” – Warren Buffett

Este é o livro definitivo sobre a vida de um dos homens mais respeitados e fascinantes do mundo: Warren Buffett. O lendário investidor pela primeira vez autorizou alguém a produzir sua biografia, concedendo a Alice Schroeder acesso irrestrito a seus familiares, amigos e parceiros ? e, é claro, a ele mesmo.

A autora mergulhou a fundo na vida do empresário, desvendando sua personalidade, suas lutas, seus triunfos e seus momentos de sabedoria e de insensatez. O resultado é a história de um dos maiores personagens de nosso tempo, uma figura complexa e interessante que se tornou uma lenda viva pela fortuna que construiu e, sobretudo, pelas idéias, causas e valores que defendeu.

Esta biografia revela o homem por trás do mito e mostra como sua obstinação e seu talento foram sendo lapidados desde garoto – aos 6 anos, ele procurava lucrar vendendo chicletes, aos 7 pediu de presente um livro sobre o mercado de ações, aos 10 fez sua primeira visita à bolsa de valores e, aos 11, seu primeiro investimento.

Apresentando a trajetória de Buffett desde sua infância, nos anos que se seguiram à Grande Depressão, até os dias de hoje, A Bola de Neve conta surpreendentes episódios da vida do empresário que, com sua conduta ética e disciplinada, tratou investidores como sócios e sempre pregou a honestidade como investidor, conselheiro e palestrante.

Ao longo de 60 anos, Buffett fez fortuna identificando valor onde ninguém via e aproveitando-se dos momentos de crise enquanto a maior parte dos investidores recuava. Dono de um profundo conhecimento e instinto empresarial, além de uma notável capacidade de fazer amigos, sua vida é uma verdadeira aula de negócios, cheia de histórias saborosas e de ensinamentos valiosos. Como qualquer ser humano, Warren Buffett é uma mistura de força e fragilidade. Por mais notável que seja sua conta bancária, seu legado não é simplesmente a posição que ocupa no ranking das maiores fortunas, mas os princípios e ideais que enriqueceram a vida de tantas pessoas ao redor do mundo.

Se interessou pelo livro? Clique aqui para acessar o site do Submarino.

A bola de neve: Warren Buffett e o negócio da vida

Cuidar da saúde custa caro?

Todos nós que vivemos numa sociedade capitalista sabemos o quanto custa cuidar da saúde: remédios, consultas particulares, exames médicos, planos de saúde, aconselhamento nutricional, terapia de reabilitação, entre muitos outros, são rotina na despesa doméstica de todas as famílias, não importa se é de baixa, média ou alta renda.

A maioria das pessoas têm uma boa noção de que ter saúde é bastante importante, e boa parte delas tem um conceito capitalista associado ao de saúde: “se é importante, deve então custar bastante dinheiro, certo?” Ou ainda, “saúde é para os ricos”.

O fato é que precisamos ter em mente uma coisa: além de usar os produtos e serviços da área médica, cuidar da saúde é um exercício muito particular de consciência e educação sobre o próprio corpo e mente. Certos problemas médicos nem os ricos podem escapar, porque a medicina não cura tudo.

O ponto chave nessa história é que não é necessário ter dinheiro para ter saúde, e mesmo quem tem dinheiro não consegue comprar saúde sempre que precisa. O segredo é a prevenção: evitar a doença é evitar a necessidade de um tratamento, e nenhum tratamento é igual a nenhum custo.

Partindo deste princípio, gostaria de comentar o prejuízo de dois hábitos muito comuns do povo brasileiro (talvez do mundo): beber e fumar. Embora embutido na nossa cultura como hábitos de socialização normais, o beber e o fumar são fatores de risco para doenças sérias e caras para se tratar, como diversos tipos de câncer (pulmão, esôfago, estômago), DPOC, cirrose, insuficiência vascular, arterioesclerose, infarto do miocárdio, doença renal, enfim, uma infinidade de doenças. Aliás, gostaria de ressaltar que evitar estes hábitos é um cuidado com a saúde que não só não custam dinheiro, como podem trazer lucro! Vejamos como:

Primeiro, vamos calcular quanto uma pessoa que fuma e bebe gasta ao longo da vida. Depois, vamos aplicar este dinheiro em um produto de renda fixa e ver quanto a pessoa poderia ter lucrado se tivesse economizado este dinheiro. Para efeitos desta simulação vou considerar a inflação como zero, ou seja, o preço do cigarro e da bebida não se altera ao longo dos anos. Também vamos considerar que a bebida de eleição seja a cerveja.

Beber e fumar custa caro!

Ou seja, para cada ano bebendo e fumando são gastos R$ 3.060,00. Agora pense no que este dinheiro poderia ser melhor gasto: uma TV LED 32” para sua sala,  um aparelho de som 5.1 ou um notebook… talvez uma viagem! Mas e se você resolvesse economizar? Aplicando R$ 3.060 por ano a uma taxa de juros real de 6% ao ano (que é facilmente obtida comprando títulos do Tesouro Direto), nós conseguimos resultados impressionantes:

Faça a sua escolha: gastar dinheiro (vermelho) ou ganhar dinheiro (azul)

Perceba que parando com um hábito tão “banal” quanto fumar e beber, e aplicando o dinheiro gasto nele em um investimento bastante seguro (que é o Tesouro Direto) você consegue após 10 anos comprar um carro 0 km à vista, e de 20 para cima pode pensar até mesmo num imóvel. E o melhor de tudo: mantendo a saúde! (Observe ainda que eu estou falando de ganhos acima da inflação.)

Conclusão: manter a saúde pode sair caro sim, se mantivermos hábitos errados de vida. Através da simples evitação de hábitos ruins, não só ficamos mais saudáveis como também estamos dando uma grande força para a nossa poupança.

Submarino.com.br

 Powered by Max Banner Ads